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Soluções de valor para os pacientes: medir os desfechos que importam

Por Wanderley Marques Bernardo e Diego S. Bernardo

25/07/2014 12:56 | Última Atualização 14/08/2020 15:42

​​​​​Quando comparamos duas próteses endovasculares, e concluímos baseado nos desfechos de custo (prótese Amais barata que B) e mortalidade em um ano (sem diferença entre A e B), ignoramos toda a trajetória que cada paciente individual poderá passar, enquanto sobrevive, se considerássemos outros desfechos importantes, como “a prótese B obstrui 30% menos, em um ano, quando comparada à prótese A”. Sabemos, então, que de cada três pacientes submetidos ao procedimento com a prótese A, um paciente terá obstrução em um ano (NúmeroNecessário para UM Dano – NNH = 3).

Visualize comigo a trajetória provável desse “UM” paciente submetido à prótese A: manterá a sintomatologia de dor precordial, aumentará o número de suas consultas na emergência e no cardiologista, aumentará o número de re-cateterismo (com colocação de mais próteses A), aumentará a taxa de internação na unidade intensiva, aumentará o índice de eventos cardiovasculares, aumentará o número de cirurgia de revascularização, aumentará o número de insuficiência renal (por contraste), aumentará o número de cintilografias de miocárdio e de angiotomografias, etc. Mas a mortalidade continuará a mesma.

O desfecho obstrução, aparentemente de caráter secundário, para esse paciente individual é um desfecho primário, com importantes consequências à sua vida. E para o sistema? O custo da prótese A continua sendo o menos caro? Esse dano ao paciente não deveria ser considerado o centro do valor assistencial? A mortalidade é um desfecho inteligente?

Infelizmente, os prestadores de cuidados em saúde não conseguem acompanhar os resultados ou custos, por condição médica de cada paciente. E sendo assim, o valor para o sistema não é baseado em desfechos reais
e importantes, e o custo não considera todo o ciclo de cuidados, no qual o paciente está envolvido. Além disso, vemos apresentações de resultados baseadas em indicadores, de processo ou intermediários, fáceis de serem
medidos, mas inúteis como expressão dos desfechos que importam aos pacientes, como a redução do uso da prótese B.

A falta de visualização e análise, da trajetória de cada paciente cuidado é a causa de estimativas falsas e incorretas, que levam a estratégias impróprias, e consequentemente a resultados, que geram insatisfação e insegurança nos pacientes, bem como à insustentabilidade econômica.

A população tem se tornado indiferente a medidas de qualidade, que fazem “marketing” da confiabilidade e reputação do provedor, mas que não usam a linguagem, e não trazem informação, de como os pacientes realmente evoluem no tempo. Quando essa evolução é coletada e relatada publicamente, os provedores sabem que ​enfrentarão forte pressão para melhorar e adotar melhores práticas, o que levará a resultados melhores.
A competitividade é saudável, pois está centrada no valor para os pacientes. 

Os desfechos devem ser medidos por condição médica, e não por especialidade ou intervenção, devendo abranger todo o ciclo de cuidados para a doença, acompanhando o estado de saúde do paciente, mesmo após o cuidado ser concluído, e respeitando a fase em que o paciente se encontra: a 1a fase, que envolve o estado de saúde alcançado, no qual, apesar da preocupação com a mortalidade, também há a preocupação com o estado funcional durante a sobrevida; a 2a fase, que se refere ao ciclo de atendimento e recuperação, como a necessidade de retorno ou atraso para ver o especialista, o atendimento na emergência e a readmissão, o nível do desconforto durante o seguimento, o tempo de retorno às atividades normais, e o processo de atenção, livre de retrocessos desnecessários; e a 3a fase, que está relacionada com a ​sustentabilidade e manutenção da saúde, no tempo. Se os resultados funcionais, ou a recu - peração, ou a sustentabilidade melhoram; se os resultados clínicos estão acima da média; ou se o volume de atendimento e a experi - ência, em determinada doença, são maiores; os custos, invariavelmente, são reduzidos e são menores. 

A liderança deve olhar para a sua reputa - ção, baseada em uma crescente melhora de resultados, com abrangência e transparência, medindo, analisando e publicando seus resul - tados, com o uso apropriado da tecnologia de informação e comunicação. Essas inovações permitirão que os provedores acompanhem os desfechos individuais, interagindo com seus pacientes, e permitirão ainda, que a partir dos resultados, seja desenvolvida base pública de melhores práticas, sustentadas pela evidência. Toda essa informação ao ser compartilhada dentro da rede de assistência, estimulará rapidamente uma prática homo - gênea e melhor em todo o sistema.
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